Filha de Persephone

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"O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais, há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesmo compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudades...sei lá de quê!" (Florbela Espanca, Carta no. 147)

Sobre ALICE RUIZ

"Que importa o sentido se tudo vibra"

ALICE RUIZ

tradutor

23 de julho de 2009

"A vida é como um sonho; é o acordar que nos mata." Virginia Woolf


Virginia Woolf nasceu em Londres, em 1882. Perdeu sua mãe quando tinha 13 anos de idade. Seu pai, o editor Sir Leslie Stephen, erudito, filósofo e uma das figuras mais originais da Inglaterra vitoriana, foi o responsável por sua educação. Foi com ele que Virginia conheceu e estudou Platão, Espinoza, Montaigne e Hume.


"É fácil dizer-se que não é um grande livro. Mas que qualidade lhe faltará? Talvez a de nada acrescentar à nossa visão de vida. "
Virginia Woolf


Após a morte de seu pai, em 1904, Virginia e seus irmãos mudam-se para Bloomsbury, bairro londrino onde, mais tarde, passariam a receber as visitas de um grupo de amigos. As reuniões acabariam por formar o famoso grupo de Bloomsbury, círculo de intelectuais sofisticados que investiu contra as tradições literárias, políticas e sociais da era vitoriana. Esse grupo reuniu, ao curso de seus sucessivos encontros, os escritores Roger Fry e Duncan Grant; os historiadores e economistas Lytton Strachey e J.Maynard Keynes; e os críticos Clive Bell e Desmond McCarthy.
Com o passar do tempo, Vanessa Stephen, irmã de Virginia, acabou se tornando a sra. Clive Bell. Virginia, por sua vez, casou-se, em 1912, com Leonard Woolf.
O grupo de Bloomsbury se dissociou logo após o começo da Primeira Guerra Mundial, depois voltou a se reunir com novos elementos, mas com os mesmos ideais: busca da verdade, liberdade de expressão, amor pela arte e respeito à individualidade.
Em 1917, Virginia fundou com Leonard Woolf a Hogarth Press, editora que revelou escritores como Katherine Mansfield e T.S. Eliot.
As primeiras obras de Virginia Woolf foram The Voyage Out (1915) e Night and Day (1919).
Em sua obra Mrs Dalloway (1925), Virginia Woolf examina o tempo presente e passado, limita o tempo da ação e emprega recursos poéticos para retratar a experiência individual. O mesmo ocorre com o livro Rumo ao Farol (1927).
Segundo o crítico Harold Bloom, Virginia Woolf pensava em Mrs. Dalloway como "uma estrutura de ordem tal que `cada cena serviria para construir a idéia do caráter de Clarissa`. Uma vez que a figura de Clarissa Dalloway está fundada, de um modo sutil, sobre o sentido que Woolf fazia de sua própria consciência, o resultado seria uma espécie de auto-retrato psíquico, deixando de fora apenas a circunspeção estética da autora. E é justamente esta circunspeção que ajuda a universalizar certos aspectos do caráter da personagem, apresentada implicitamente como um estudo do desenvolvimento de uma mulher (e não de uma grande escritora)".
Em 1928, ela publicou Orlando, uma fantasia histórica que evoca com brilho e humor a Inglaterra, sobretudo literária, da era elizabetana. Nesse período, Woolf faz as famosas conferências para estudantes dos grande colégios femininos de Cambridge, nas quais mostra toda a sua verve feminista.

"As mulheres, durante séculos, serviram de espelho aos homens por possuírem o poder mágico e delicioso de reflectirem uma imagem do homem duas vezes maior que o natural."
Virginia Woolf

Em 1931, publicou As Ondas, uma de suas obras mais importantes. Seis anos mais tarde, Virginia lançou o livro Os anos. A história de sua vida é indissociável de suas obras. Mesmo dividida entre suas ocupações de diretora de sua própria editora, suas críticas literárias —Virginia escrevia para vários jornais londrinos—, seus amigos e sua viagens de final de semana, ela conseguiu superar, em seus romances, os limites impostos pela ficção realista. Conseguiu integrar à narrativa uma simultaneidade de eventos e criou com isso uma nova concepção do tempo narrativo, que mais tarde veio a se chamar "forma espacial do romance".
Em 1941, após diversas tentativas de suicídio euma grave crise de depressão, Virginia Woolf se afogou no rio Ouse.
Deixou um considerável número de ensaios, uma extensa correspondência e o romance, Between the Acts (Entre os Atos, 1941).

"Escrever é que é o verdadeiro prazer; ser lido é um prazer superficial."
Virginia Woolf



AS HORAS (o filme)
Um dia na vida de três mulheres, em três Eras diferentes. O suicídio de Virginia Woolf (Kidman), em 1941, abre o filme, mas a acção à qual a personagem histórica é central desenrola-se em 1923, quando a escritora vivia em Richmond, com o marido Leonard (Dillane), que a rodeia de cuidados extremos, devido ao seu historial de instabilidade mental. Em Los Angeles, 1951, Laura Brown (Moore), vive com o filho Richie (Rovello) e o marido Dan (Reilly). Laura não consegue enfrentar a vida de dona de casa nos subúrbios, deprimindo-se com as mais pequenas coisas, como o seu fracasso na confecção de um bolo de aniversário ou a atenção requerida pelo filho. Nova Iorque, 2001: Clarissa Vaughan (Streep) organiza uma festa para comemorar a atribuição de um importante prémio à obra poética de Richard (Harris), seu amigo (e ex-amante), debilitado pela SIDA.

«The Hours» é sobre o quê, qual é a história que conta? É uma mini-biografia de Virginia Woolf, debruçando-se sobre o período em que a escritora concebia “Mrs. Dalloway” e apontando as causas que a levaram ao suicídio 18 anos depois? Procura aflorar a homossexualidade feminina em várias épocas? Aborda o desgaste provocado pela criação artística ou ilustra que por detrás de um criador pode estar também um indivíduo assolado por fantasmas que o empurram para um beco sem saída, do qual não consegue sair? No final, fica a sensação de que a relação que se descobre entre algumas personagens não serve para muito mais do que para provocar uma reacção de surpresa moderada, com tal reconhecimento, não chegando a integrar-se numa coerência narrativa mais lata. Vendo-se com relativo agrado, «The Hours» surge mais como um curioso encontro entre três contos do que como uma longa-metragem. Em todo o caso, por muito que tal possa soar a cliché, merece um visionamento nem que seja só pelo trabalho das três actrizes, sem demérito dos pequenos papéis de Toni Collette, no papel de uma vizinha de Laura, e Miranda Richardson, como irmã de Virginia Woolf.

As Horas/The Hours
Realizado por Stephen Daldry
EUA 2002 Cor – 115 min.

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