Filha de Persephone

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"O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais, há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesmo compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudades...sei lá de quê!" (Florbela Espanca, Carta no. 147)

Sobre ALICE RUIZ

"Que importa o sentido se tudo vibra"

ALICE RUIZ

tradutor

31 de agosto de 2009

A FELICIDADE / Farida Issa

Aquarela de Jaqueline Campos


Ela me deu a mão, tomou-me a mão na sua. Colocando-a no colo senti o corpo que me amava, a mão no colo, era o corpo aliado que me amava seguro, dizia te amo e mais que dizia me acarinhava o rosto, eu tinha o porto, reduto da casa paterna ela me trazia, seguro como correntes que me perfilavam, eu caminhava e andava, ela dizia, vem caminha e anda, e eu parava o choro e a voz era tão suave, vem, não chora mais, que eu ia, e até sorrir depois sorria, então via a mulher chegando, as pernas torneadas e os joelhos, e eram meus, ninguém os visse sob o vestido, assim era um amor e eu sabia.

Um comentário:

Jacqueline disse...

Belíssimo texto de uma escritora de infinito talento! Parabéns a ela e ao blog. Abraços, Jacqueline

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