Filha de Persephone

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"O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais, há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesmo compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudades...sei lá de quê!" (Florbela Espanca, Carta no. 147)

Sobre ALICE RUIZ

"Que importa o sentido se tudo vibra"

ALICE RUIZ

tradutor

26 de outubro de 2009

¨ das goteiras do tempo ¨

I
Vivo soterrada em lamúrias do passado
que nunca será nada além de passado.
Já escreví poemas em dinheiro,
em maços amarrotados de cigarro.
Vivo mentiras que são verdades.
_ Nas barcas corre um rio gelado
das goteiras do tempo.
Hei de morrer de gota como a chuva ! _
Vivo a pena de um castigo alheio,
escuto a música de um rádio
no colo de um passajeiro qualquer.
Ele está em minha poesia e nem sabe.
E o trajeto da baía chega ao meio.
Na minha frente um jornal aberto em óbitos.
Ainda verei o meu próprio publicado,
no jornal gosmento da minha angústia.
A pneumorrespiração corre
junto com o vento das barcas.
Morrerei para que o meu cérebro
possa ser pesado
e constar na história dos tolos.
Fernanda Young

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