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"O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais, há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesmo compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudades...sei lá de quê!" (Florbela Espanca, Carta no. 147)

Sobre ALICE RUIZ

"Que importa o sentido se tudo vibra"

ALICE RUIZ

tradutor

11 de fevereiro de 2010

livros de Carpinejar ( parte 2)

Biografia de uma Árvore

Editora: EscriturasISBN: 8575310410Ano: 2002Número de páginas: 104

Biografia de uma árvore é poesia incomum no panorama da literatura brasileira. Em seu quarto livro, o reconhecido escritor gaúcho Fabrício Carpinejar completa um ciclo autoral iniciado com As Solas do Sol (1998), resgatando o personagem de sua estréia, Avalor (sem valor). Biografia de uma árvore tem raízes fundas em nossa época.

30 segundos

Coleção de mini-livros de lançamento da Era o dito Editora
Caixa de sapatos - antologiaEditora: Companhia das LetrasISBN: 85-359-0397-6
Ano: 2003Número de páginas: 80
Seleta de quatro livros do autor gaúcho, um dos grandes nomes da nova poesia brasileira. Não é sempre que um escritor de voz original surge com tamanha maturidade. O talento em relacionar imagens fulgurantes e apuro formal faz de Carpinejar uma voz singular da poesia brasileira contemporânea.Desde As solas do sol (1998), percebe-se a densidade de sua poética, repleta de experiência da terra de origem, mas permeada de força universal. Em Um terno de pássaros ao sul (2000), o autor relaciona-se com a ausência da figura paterna. Em Terceira sede (2001) e Biografia de uma árvore (2002), o poeta projeta-se no futuro e deixa a velhice dar contornos à poesia.Neste Caixa de sapatos, os espaços da imaginação, da memória e da realização poética se encontram. Para o autor, prosseguir na fábula é estratégia para fazer a realidade emergir com mais força.

Cinco Marias

Editora: Bertrand BrasilISBN: 85.286.1055-1Ano: 2004Número de páginas: 128

Cinco Marias é a mais recente invenção do premiado poeta gaúcho Fabrício Carpinejar, que retrata o universo passional e sensível de uma mãe e suas quatro filhas. Lançamento da Bertrand Brasil, revela-se um livro de mulheres para mulheres, que os homens vão desejar espiar. "Palavras, mulheres e histórias andam juntas, parece. Engraçado é quando acontece delas terem nascido num coração de homem", comenta Adriana Falcão na apresentação.A obra pode ser lida tanto como poesia como romance. Registra o diário de uma casa, imitando o jogo infantil com o revezamento de vozes. Cada poema é a fala de uma das protagonistas. Segura-se uma das pedras de pano para pegar a outra, assim as personagens se complementam até um final surpreendente.Sem pontuação teatral, o leitor terá que definir pelo temperamento quem está falando. "Descobrirás quando minto./ Não exagero/ ao contar uma verdade."Poema com enredo, trama e suspense. Tudo começa com a estranha ordem materna de enterrar a biblioteca. O marido e pai não aparece, fica como uma sombra rondando os aposentos. "Separar-se,/ uma porta arrombada por dentro." O mundo feminino é apanhado com delicadeza e ternura. "Só na nudez/ sobra espaço/ para me ocultar."A escritora Ana Miranda afirma na abertura: "Quando pequena eu jogava o jogo das cinco marias, cinco pedrinhas passavam por baixo do arco dos meus dedos, um jogo de habilidade e atenção, sem suspeitar da vida simbólica que aqueles gestos guardavam. Incapaz de imaginar que numa noite iria ler, com um sentimento abissal de encanto, este livro, escrito sobre o fio da lâmina, e que nos corta a alma para fazer penetrar a pureza da palavra."Cinco Marias ainda permite ser compreendida como continuação de Biografia de uma árvore (2002), agora acompanhando a família do Dr. Ossian, médico que considerou louco Avalor, personagem dos demais livros.

Como no céu/Livro de visitas

Editora: Bertrand BrasilISBN: 97.286.1102-7Ano: 2005 Número de páginas: 224

A mais nova obra do premiado poeta gaúcho Fabrício Carpinejar, autor do sucesso Cinco Marias, é uma combinação de dois trabalhos independentes: Como no céu e Livro de visitas. O primeiro é solar; o segundo, escuro. Enquanto Como no céu acontece de um lado, Livro de Visitas ocorre do outro e será lido de trás para diante, do fim ao início. Publicados em um único volume, sem contracapa, os livros tratam de uma mesma história - o cotidiano de uma relação a dois - com finais diferentes. Sutilezas no decorrer das histórias definem e alteram o destino do par de personagens.

Em Como no céu, a paciência amorosa conseguiu superar os problemas causados pela intimidade e pela rotina, já em Livro de visitas o tempo passou por cima do casal e deixou um incontrolável rastro de destruição. Por meio de sua poesia fluente, Carpinejar reflete sobre as duas faces de uma só moeda - o amor.

É exatamente nesse conflito que a obra vai encontrar a sua força: os poemas de Como no céu (título que conclui a oração do Pai Nosso: "Assim na terra...") completam e confrontam os de Livro de visitas. No primeiro ainda há luz, esperança, humor e diálogo presentes na vida dos protagonistas. Porém, no segundo, tudo está coberto por sombras, rugas, sarcasmo e egoísmo. Carpinejar tece o que chama de "crônica lírica de costumes" ou "novela em versos dos hábitos e vícios da convivência".

Em Como no céu predomina a delicadeza e a partilha dos detalhes: "Ela escolheu envelhecer comigo/ Pode ter sido compaixão pela/ minha falta de jeito,/ acaso ou um acidente/ dos cabelos lisos./ Ela escolheu envelhecer comigo./ Pode ter sido amor/ simpatia ou alguma/ perda fora de mim/ que despertou suas perdas." Observações originais e inusitadas permeiam a família como "Minha mulher não é seu nome e uma data inscritos na aliança./ Minha mulher é o sabão seco/ ao redor do anel./ Quando andamos de mãos dadas,/ a aliança faz espuma.". De acordo com Carpinejar, as cartas de amor deveriam ser abertas com os dentes. Millôr, que faz a apresentação, recomenda: " Vai. Lê ele. Devagar. Decifra-o. E ele te devora".

Por sua vez, em Livro de visitas persiste a briga, a ironia e a incompreensão: "Custa muito ensaio ser espontâneo./ Passei a vida buscando a verdade./ Quando a encontrei, não mudou nada./ Era mais um morto para carregar" Em um tom conversado e coloquial, o escritor mostra a indiferença que culmina na separação, a acomodação que desemboca no descontentamento. Segundo Manuel da Costa Pinto, autor da orelha de Livro de Visitas, o escritor "retira de cada momento uma sentença iluminadora". Os flagrantes poéticos são implacáveis e não poupam nem o excesso de peso adquirido com o casamento: “Furo o cinto./ Mais um andar em minha carne.”

Nas palavras do autor, é uma obra bipolar: de um lado está a vontade de vencer e de acertar; de outro, o medo de perder e de errar. E, afinal, é sobre essa dualidade que se sustenta o desejo.

Fabrício Carpinejar vem sendo aclamado por escritores do porte de Carlos Heitor Cony, Ignácio de Loyola Brandão e Antonio Skármeta como um dos principais nomes da poesia contemporânea. Carpinejar afirma: "o que me leva a escrever poesia é o mesmo que me perguntar o que me leva a viver ou a amar. Minha maior inspiração é tudo o que ainda não foi escrito".

Porto Alegre e o dia em que a cidade fugiu de casa

Fabrício CarpinejarISBN: 85-98497-05-3Número de Páginas: 28Formato: 21 X 21cm
Preço de Capa: R$ 18,50 2004

Ilustrado por Eduardo Nasi, o livro Porto Alegre e o dia em que a cidade fugiu de casa, de Fabrício Carpinejar, inaugura, ao lado do livro São Paulo e o imperador da China, de Luiz Bras, a Série Paralelepípedos, uma criação da Editora Alaúde. A Série reunirá um escritor de cada uma das 27 capitais brasileiras para apresentar ao público infantil e adolescente a cidade onde ele nasceu, mora ou com a qual tem uma relação afetiva.

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