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"O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais, há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesmo compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudades...sei lá de quê!" (Florbela Espanca, Carta no. 147)

Sobre ALICE RUIZ

"Que importa o sentido se tudo vibra"

ALICE RUIZ

tradutor

6 de fevereiro de 2010

Sobre os livros de Susan Sontag - ( continuação)

A DOENÇA COMO METÁFORASUSAN SONTAG

Utlizando as fantasias forjadas em torno do câncer, e também da tuberculose em tempos passados, Sontag realiza um severo exame da irreal e muitas vezes primitiva utilização da doença em nossa sociedade. O livro revela uma forma de protesto contra todas as formas de mistificação das enfermidades. As reflexões da autora muitas vezes se voltam sua vivência pessoal como portadora de câncer.

ASSIM VIVEMOS AGORA
SUSAN SONTAG

Depois que um jovem antiquário bissexual contrai o vírus do HIV, um grupo de amigos se mobiliza para ajudá-lo. Enquanto luta contra a morte, a sua volta paixões explodem em ciúmes, competições e antigos rancores. Formato de bolso.

O AMANTE DO VULCÃO
SUSAN SONTAG

Drama romântico ambientado no final do século XVIII. Nele, o embaixador britânico William Hamilton apaixona-se pela cortesã inglesa Emma. Em meio a essa paixão surge um terceiro personagem, o herói inglês lord Nelson, instalando-se um triângulo amoroso.

DOENÇA COMO METÁFORA
AIDS E SUAS METÁFORAS

SUSAN SONTAG

Diagnosticada nos anos 70 como portadora de câncer, Susan Sontag, uma das intelectuais mais influentes e polêmicas de nossa época, mergulhou no estudo da doença para compreender suas metáforas em nossa cultura. O resultado dessa reflexão é o célebre ensaio Doença Como Metáfora, de 1978. Uma década depois, quando o mundo assistia perplexo e desorientado ao crescimento de uma doença fatal ainda pouco compreendida - a aids -, as metáforas associadas à síndrome levaram Sontag a atualizar e aprofundar sua reflexão sobre o imaginário em torno das doenças. Assim nasceu, em 1988, o igualmente clássico ensaio Aids e Suas Metáforas. Nos dois textos, que podem ser vistos como um único estudo dividido em duas partes, o objetivo é dissipar a névoa de irracionalismo pré-científico que cerca a compreensão dessas doenças e libertar suas vítimas do peso de uma injustificável culpa.

AO MESMO TEMPO
SUSAN SONTAG

Literatura é liberdade, afirmou Susan Sontag pouco mais de um ano antes de sua morte, em 2004. A frase hoje soa como justificativa para toda uma vida de compromisso com o amor à literatura e um ferrenho ativismo político. Ao mesmo tempo reúne os últimos textos da ensaísta e romancista que nunca aceitou separar a estética da ética. O turbulento início do século XXI ajudou a autora a se manter fiel até o fim ao espírito de contestação que ela manifestou ao se tornar conhecida, nos anos 1960.
Nas páginas de Ao mesmo tempo, os ensaios literários são obrigados a conviver com textos de intervenção pública escritos no calor dos acontecimentos. Destaca-se a lucidez de Sontag diante dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 e da prática de tortura na prisão de Abu Ghraib, no Iraque. Mas essa incessante vigilância política nada tinha de antiamericanista.Ao contrário, ela manifesta o amplo cosmopolitismo que a autora declara ter aprendido com a literatura. Para Sontag, seu modo crítico de ser uma cidadã americana lhe assegurava também a cidadania plena na sua almejada república internacional das letras.

REFUSENIK ! OS REBELDES DO EXÉRCITO ISRAELENSE
SUSAN SONTAG

O Recrutamento militar obrigatório e as normas democráticas não caminham juntos com facilidade. O direito do Estado de dar ordens pode entrar em choque com o direito do cidadão e seu dever de exercer julgamentos morais e políticos. No caso de Israel, centenas de soldados convocados para participarem de campanhas ou tarefas controvertidas (como a invasão contra o Líbano em 1982, ou funções de polícia nos territórios palestinos) têm recusado essas ordens. Na atual Intifada palestina foram registradas mais de mil dessas recusas, com muitos dos refuseniks (neologismo criado a partir do inglês e do russo, significando "os que se recusam") preferindo cumprir penas de prisão a tomar parte naquilo que encaram como uma ocupação injusta para defender assentamentos judaicos ilegais, ocupação que ameaça a existência pacífica de seus compatriotas israelenses.Neste livro inspirador, Peretz Kidron, ele próprio um refusenik que fez essa difícil escolha, nos fornece as histórias, experiências, pontos de vista, mesmo a poesia, desses recrutas que acreditam em seu país, mas não nas ações de seu país fora de suas fronteiras.Lemos a respeito da reação cautelosa, até mesmo embaraçada, das autoridades israelenses. E vemos as implicações mais amplas da filosofia da recusa seletiva - que não é de modo nenhum o mesmo que o pacifismo - para cidadãos conscienciosos em qualquer país em que o recrutamento obrigatório ainda existe. Aqui está um verdadeiro modelo para o movimento pela paz em Israel e em todo o mundo.

DIÁRIOS (1947-1963)
SUSAN SONTAG

•No presente volume dos Diários de Susan Sontag, a futura autora de enorme prestígio internacional detalha seus pensamentos, seu impressionante volume de leituras, seus movimentos no dia a dia e as relações que a levariam a repensar em profundidade suas noções de sexo, amor e parentesco, tudo isso antes dos trinta anos
"Quem inventou o casamento era um torturador astuto. É uma instituição destinada a embotar os sentimentos." Reflexões agudas como essa, entre a amargura e a ironia, fazem parte da matéria-prima destes Diários, espécie de buraco da fechadura privilegiado por onde se enxerga a intimidade mental e existencial dos anos de juventude de uma das intelectuais mais influentes da América do pós-guerra.
Selecionados por seu filho David Ri-eff depois da morte da autora, os trechos ora pu-blicados exibem um foco temático irrequieto que se desloca num caleidoscópio de assuntos da esfera pessoal e cultural. A par do seu vasto itinerário de leituras e experiências de fruição artística, presenciamos aqui, em registro confessional, a descoberta adolescente da sexualidade, as vivências como caloura precoce na Universidade da Califórnia, onde ingressou aos dezesseis anos, o breve casamento aos dezoito com seu professor Philip Rieff e as duas grandes relações amorosas mantidas com mulheres na sua fase de jovem adulta. Os Diários nos transportam, enfim, para o denso e rico mundo mental de uma jovem Susan Sontag em plena batalha diária para se tornar Susan Sontag.
Tradução: Rubens Figueiredo

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