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"O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais, há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesmo compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudades...sei lá de quê!" (Florbela Espanca, Carta no. 147)

Sobre ALICE RUIZ

"Que importa o sentido se tudo vibra"

ALICE RUIZ

tradutor

13 de março de 2010

Maria Bethania - ANOS 90



“Memória da Pele” marca sua volta a Polygram. Os 25 anos de carreira são comemorados em 1990 com uma superprodução e ilustres participações de Egberto Gismonti, Hermeto Paschoal, Nina Simone, e João Gilberto, entre outros em “Olho d’Água”, um disco variado com composições de Almir Sater “Tocando em Frente”, o reecontro com o passado em “Linda Flor” e o ponto culminante “Pronta Pra Cantar” , canção de louvor de Caetano Veloso para sua irmã,  que ela e Nina Simone juntas elevam à categoria de obra-prima.

Bethânia nunca escondeu sua admiração pelas músicas de Roberto Carlos, a quem carinhosamente chama de “Rei”, e gravou um álbum “As Canções que Você Fez pra Mim” dedicado à sua obra. São 11 músicas com interpretações personalíssimas que conquistaram o coração popular. Mais uma vez ela atinge uma vendagem superior a um milhão de unidades, desfrutando sua consagração perante a crítica, a classe cultural e o povo, sobretudo.



Quando o assunto é samba, Maria Bethânia nunca deixa de exaltar sua escola de samba “do coração”, a Estação Primeira de Mangueira. E foi em 1994 que ela, Caetano, Gal e Gil seriam homenageados com o enredo “Atrás da Verde e Rosa Só Não Vai Quem Já Morreu”, reunindo no desfile do Carnaval do Rio de Janeiro esses quatro baianos. Dezoito anos depois, em março desse mesmo ano, os Doces Bárbaros apresentariam-se juntos outra vez no Royal Albert Hall em Londres.

Aos 50 anos de idade e 31 anos de carreira, com sua voz plena, delicada e tratando cada canção cuidadosamente com carinho e respeito, Bethânia lançou “Âmbar”, em sua volta a EMI Odeon. Um disco onde ela resgatou os clássicos “Chão de Estrelas” de Silvio Caldas/Orestes Barbosa, e “Quando Eu Penso na Bahia” de Ary Barroso/Luiz Peixoto, este com a participação especialíssima de Chico Buarque, e gravou novos compositores como Adriana Calcanhoto, Chico Cesar, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes.
O sucesso da tournée resultou num novo álbum duplo gravado ao vivo no Palace (São Paulo) em dezembro de 1996. Em “Imitação da Vida”, Bethânia retoma sua fórmula consagrada texto-música, apresentando 28 canções “amarradas” por 11 poemas e textos de  Fernando Pessoa, seu poeta preferido, e volta a ser dirigida por Fauzi Arap.

Esse disco lhe rendeu convites para apresentações no conceituado Festival de Montreux (Suiça), no Coliseu dos Recreios (Lisboa), no Royal Alberto Hall em Londres, e ainda no Festival JVC quando ela realizou um sonho de menina, cantar no Carnegie Hall (Nova York), palco onde se apresentaram divas como Billie Holiday e Edith Piaf, a quem Maria Bethânia foi comparada pelo jornal The New York Times.

No ano de 1998, ela receberia diversas homenagens pela contribuição de sua obra à língua portuguesa. No Brasil, dentre outras, a Medalha Grão Mestre da Bahia. No exterior foi condecorada com a Comenda da Ordem do Infante Dom Henrique, pelo Presidente da República de Portugal Jorge Sampaio.


Nesse mesmo ano, após uma minuciosa pesquisa em diversas áreas da música popular brasileira, Bethânia gravou seu novo disco “A Força que Nunca Seca” com um repertório que reflete e expressa a visão serena que ela tem sobre a dura realidade do Brasil.  Ela uniu clássicos como “Trenzinho Caipira” (Villa Lobos/Ferreira Gullar), “Luar do Sertão/Azulão” (Catulo da Paixão Cearense),  e “Romaria” (Renato Teixeira) à “É o Amor” (Zezé de Camargo), “Gema” (Caetano Veloso) e “As Flores do Jardim da Nossa Casa”  (Roberto e Erasmo Carlos) com ousadia e sutileza, como somente Maria Bethânia, cantora aprimorada no domínio de sua missão artística, é capaz de fazer.

O show oriundo desse disco se transformou em mais um álbum duplo “Diamante Verdadeiro”, lançado em 1999. O Brasil está às vésperas de completar 500 anos e Bethânia faz uma leitura teatral de “Navio Negreiro” de Castro Alves, no palco.

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