Filha de Persephone

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"O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais, há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesmo compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudades...sei lá de quê!" (Florbela Espanca, Carta no. 147)

Sobre ALICE RUIZ

"Que importa o sentido se tudo vibra"

ALICE RUIZ

tradutor

27 de maio de 2010

PINOCHET, A CASA DOS ESPÍRITOS E A CATARSE

ISABEL ALLENDE

Se não fosse o golpe militar de Pinochet, talvez Isabel Allende continuasse a ser uma jornalista que gostava da sua profissão, não se tornando assim na mais famosa romancista contemporânea da América Latina. A morte de seu tio, presidente socialista democraticamente eleito, e o clima de terror que se seguiu ao atentado, obrigaram-na a abandonar o Chile, com a família, para buscar refúgio na Venuzuela. Na pátria ficou um velho avô, patriarca que havia assombrado na sua infância. Do exílio, para manter vivos os laços afetivos, a neta começa a escrever-lhe uma longa carta. Essa carta foi o ponto de partida da A Casa dos Espíritos (1980), um romance vigoroso que narra a história de uma família, parecida com a sua, desde o início do século, espelho das vicissitudes que o país entretanto atravessou. Formalmente inspirado no realismo mágico de Garcia Márques, mas sem perder de vista a realidade social chilena, o romance dá especial relevo a retratos de mulheres, que, sem terem o poder, possuem, contudo, poderes secretos, capazes de tomar a vida, no dia-a-dia, mais humana, de modo a contrabalançar a autoridade inquestionada dos tiranos domésticos. Com o correr do tempo, o livro, que em breve se transformou num êxito de vendas e foi adaptado ao cinema, acabou por intregar-se, naturalmente, numa trilogia de que fazem parte Filha da Fortuna (1999) e o recente Retrato a Sépia : no conjunto, uma saga familiar onde ecoam, mas vivências de sucessivas gerações, os problemas de um Chile conturbado que a escritora escolheu como pátria, apesar de ter nascido, acidentalmente, no Peru e de viver, actualmente nos Estados Unidos da América. De caminho, forma surgindo novas obras assinadas por Isabel Allende: entre outras, De Amor e de Sombra (1984), Eva Luna (1987), O Plano Infinito (1991), Afrodite (1994) e Paula (1995), onde a autora cumpre o luto por uma filha que acaba por morrer no termo de uma filha que acaba por morrer no termo de uma longa doença de que o seu amor não conseguiu salvá-la. Uma vez mais, a literatura como catarse, com resultados esteticamente brilhantes e existentes comoventes.

in Mulheres nas Letras, Mulheres dos Livros

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