Filha de Persephone

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"O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais, há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesmo compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudades...sei lá de quê!" (Florbela Espanca, Carta no. 147)

Sobre ALICE RUIZ

"Que importa o sentido se tudo vibra"

ALICE RUIZ

tradutor

8 de julho de 2010

Sobre J.G.DE ARAÚJO JORGE por Regina Azenha

Falar de J. G. de Araújo Jorge é dizer de alguém que escrevia com a alma. Na minha concepção, um dos maiores poetas brasileiros de todos os tempos. Escrita de linguagem clara, mas povoada de sentimentos. Não foi à toa, que em 1932, no Externato Colégio Pedro II, Rio de Janeiro, em memorável certame, foi escolhido o ” Príncipe dos Poetas”, sendo saudado na festa por Coelho Neto, “Príncipe dos prosadores brasileiros”. Ficou conhecido como o Poeta do Povo e da Mocidade, pela sua mensagem social e política, sua obra impregnada de romantismo moderno, mas às vezes, dramático. Foi e continua sendo um dos poetas mais lidos, e talvez por isto mesmo, o mais combatido do Brasil.

José Guilherme de Araújo Jorge nasceu em 20 de maio de 1914, na Vila de Tarauacá, estado do Acre e faleceu em 27 de Janeiro de 1987

Índice de obras do autor

01 – 1934 Meu Céu Interior
02 – 1935 Bazar De Ritmos
03 – 1938 Amo!
04 – 1934 Cântico Do Homem Prisioneiro!
05 – 1943 Eterno Motivo
06 – 1945 O Canto Da Terra
07 – 1947 Estrela Da Terra
08 – 1948 Festa de Imagens
09 – 1949 A Outra Face
10 – 1952 Harpa Submersa
11 – 1959 Concerto A 4 Mãos
12 – 1958 A Sós. . .
13 – 1960 Espera.. .
14 – 1961 De Mãos Dadas
15 – 1961 Canto A Friburgo
16 – 1964 Cantiga Do Só.
17 – 1965 Quatro Damas.
18 – 1966 Mensagem 19 -1960 Coleção Trovadores Brasileiros
20 – 1964 Cantigas De Menino Grande. 100 Trovas,
21 – 1964 Trevos De Quatro Versos . Trovas
22 – 1969 O Poder Da Flor
23 – 1942 Um Besouro Contra A Vidraça PROSA
24 – 1961 Brasil, Com Letra Minúscula- PROSA
25 – 1939 Poesias – Coletâneas
26 – 1947 Poemas De Amor-Coletâneas.
27 – 1948 Antologia Da Nova Poesia Brasileira
28 – 1961 Meus Sonetos De Amor Coletâneas
29 – 1961 Poemas Do Amor Ardente Coletâneas
30 – 1963 Os Mais Belos Sonetos Que O Amor Inspirou
31 – 1964 Amor Vário Antologia Lírica.
32 – 1966 Os Mais Belos Sonetos Que O Amor Inspirou
33 – 1969 No Mundo Da Poesia Crônicas
34 – 1970 Mais Belos Sonetos Que O Amor Inspirou
35 – 1981 O Poeta Na Praça – Coletâneas
36 – 1986 Tempo Será – Coletânea
DOIS POEMAS DELE:

Os versos que te dou

Ouve estes versos que te dou, eu
os fiz hoje que sinto o coração contente
enquanto teu amor for meu somente,
eu farei versos… e serei feliz… E hei de fazê-los pela vida afora,
versos de sonho e de amor, e hei depois
relembrar o passado de nós dois…
esse passado que começa agora… Estes versos repletos de ternura são
versos meus, mas que são teus, também…
Sozinha, hás de escutá-los sem ninguém que
possa perturbar vossa ventura… Quando o tempo branquear os teus cabelos
hás de um dia mais tarde, revive-los nas
lembranças que a vida não desfez… E ao lê-los… com saudade em tua dor…
hás de rever, chorando, o nosso amor,
hás de lembrar, também, de quem os fez… Se nesse tempo eu já tiver partido e
outros versos quiseres, teu pedido deixa
ao lado da cruz para onde eu vou… Quando lá novamente, então tu fores,
pode colher do chão todas as flores, pois
são os versos de amor que ainda te dou

(Poema de JG de Araújo Jorge
do livro “Meu Céu Interior” – 1934)

Bilhete

O teu vulto ficou na lembrança guardado,
vivo, por muitas horas!… e em meus olhos baços
Fitei-te – como alguém que ansioso e torturado
Tentasse inutilmente reavivar teus traços….
Num relance te vi – depois, quase irritado
Fugi, – e reparei que ao marcar os meus passos
ia a dizer teu nome e a ver por todo lado
o teu vulto… o teu rosto… e o clarão dos teus braços!
Talvez eu faça mal em querer ser sincero,
censurarás – quem sabe? Essa minha ousadia,
e pensarás até que minto, e que exagero…
Ou dirás, que eu falar-te nesse tom, não devo,
que o que escrevo é infantil e absurdo, é fantasia,
e afinal tens razão… nem sei por que te escrevo!

(Poema de J.G. de Araujo Jorge, extraído do livro
“Meu Céu Interior”, 1ª edição, setembro,1934.)

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