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"O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais, há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesmo compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudades...sei lá de quê!" (Florbela Espanca, Carta no. 147)

Sobre ALICE RUIZ

"Que importa o sentido se tudo vibra"

ALICE RUIZ

tradutor

9 de agosto de 2010

Entrevista com Olga Savary: concedida à Claudia Pastore

A SUBLIMIDADE INCANDESCENTE DE OLGA SAVARY

Com sua temática erótica e intimista, Olga Savary foi a primeira mulher no Brasil a lançar um livro inteiro de poesia erótica; Magma, (1982). Não só poeta, como prefere ser chamada, mas também ficcionista, ensaísta, tradutora e jornalista, ela nasceu em Belém – PA, residindo atualmente no Rio de Janeiro. Estreou em 1970, com Espelho Provisório (poesia), recebeu vários prêmios literários, nacionais e internacionais. Recentemente publicou, Repertório Selvagem – obra reunida com 12 livros de poesia, (1998), O Olhar Dourado do Abismo – contos – (2001), Berço Esplêndido – poesia – (2001) e Poesia do Grão Pará – antologia poética – (2001). Em sua poética, é marcante a presença de uma mulher que vive intensamente o momento presente, o ato e suas sensações físicas, ao nomear o amado “homem” ou “macho”, em tom narrativo, sem comedimento algum em expor seus desejos, suas paixões. Savary apresenta claramente o amor e suas contradições; a dualidade amor / aniquilação batailleana. Nesta entrevista, ela fala sobre poesia, vida e morte.

Entrevista com Olga Savary: concedida à Claudia Pastore - doutoranda em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa, pela Universidade de São Paulo.

- Claudia Pastore:
Como sabemos, você foi a primeira mulher a escrever um livro todo sobre temática erótica no Brasil, com a publicação de "Magma", em 1982. Você acha que a relação homem x mulher mudou muito de lá para cá?

- Olga Savary:
Eu percebo que, de muitos anos para cá, não sei quanto tempo, desde que começou a liberação da mulher, que as relações estão muito complicadas porque, no fim não há muito diálogo. Posso estar sendo um pouco radical, mas acho que às vezes não há diálogo. O que há são dois monólogos e isso eu jogo muito em cima dos meus contos: são mulheres que estão falando sozinhas e os homens também. Um pouco antes de 82, um pouco depois, nessa época, a coisa se exacerbou.

- Cláudia Pastore:
Você acha que até hoje é assim?

- Olga Savary:
A gente tenta que não seja assim, porque acho muito ruim, tanto para a mulher, quanto para o homem, ficar nessa situação de dois monólogos que tentam dialogar. Um grande desencontro. É claro que há exceções, mas, a grosso modo, é muito difícil uma relação homem x mulher. Os homens têm medo da liberação das mulheres; as mulheres não têm mais a mesma paciência, pois já sofreram o diabo durante milênios, (tem aquela coisa que se brinca, como é? tolerância zero). Eu sou muito paciente, sou uma gueixa se souberem me tratar bem, mas já encerrei minha carreira, já tem uns nove anos, não quero mais saber de perda de tempo com isso.

- Cláudia Pastore:
De acordo com Bataille, o erotismo é um fenômeno, um sentir unicamente humano, não animal. Porém, em seus poemas, o erótico possui muito de "animalidade" - você fala de fera, animal, King Kong... Como você explica isso?

- Olga Savary:
Explico através da minha enorme ironia, (sou muito irônica). Acho que às vezes fica muito claro no texto e às vezes não. Agora, acho o seguinte: tenho muito orgulho em dizer que eu sou um belo animal. Belo não no sentido de beleza, mas um verdadeiro animal, (é verdade, nós somos animais antes de tudo), antes de a gente ser um ser pensante, um ser erótico. E dizem que os animais não têm erotismo... Eu gosto muito de ver filmes sobre animais, porque acho que eu aprendo muito sobre mim mesma, sobre o ser humano. Acho que a gente está no mundo, também, para se aprimorar, aprender, apreender.
Eu não descarto essa possibilidade de ser um animal, eu acho ótimo, eu gosto. O que eu acho que o animal, talvez, não tenha, que eu observo muito, é o senso de humor..., mas também têm, eles têm uma certa malícia que é bem humana.
Certa vez eu estava montada num cavalo, (eu sou uma desgraça para cavalo) e ele percebeu que eu não sabia montar e deve ter pensado: "espera aí que eu vou fazer uma com essa daí...", então ele não andou comigo, não obedeceu, e eu não gosto de chicotear, nem animal, nem gente, nem ninguém. E muita mulher chicoteia até homens. Não estou nessa. Então o cavalo, quando resolveu, deve ter pensado: "olha, essa daí não sabe nada, eu vou é voltar para a cocheira." Ele voltou para a cocheira, e eu montada, e ele ia fazer eu dar uma testada na entrada da cocheira, eu ia cair, podendo até morrer! Isso ele fez de malícia, de picardia, pensando: "eu vou fazer essa aí cair de cima de mim e vou destroçar ela." O que foi que eu fiz? Tinha uma trave de madeira e, quando ele entrou, eu segurei e fiquei pendurada no ar - e era alto á bessa! Aí ele olhou para trás: "mas que mulher danada..." Então eu penso que cavalo também tem um senso de humor terrível!
Agora eu não descarto a palavra animal, brinco com a estória do King Kong porque foi uma brincadeira que eu fiz com um grande amado: eu o chamava de King Kong, até porque é a coisa de um amor impossível.
Eu fiz um conto sobre essa relação e ele leu, viu escrito King Kong e disse: "isso não combina com você!", porque achava que eu era muito doce, ingênua... Daí eu não disse nada, fiquei muda e pensei: "mas eu não estou falando de mim, eu estou falando de você" - só que eu não disse nada, rindo por dentro, na minha ironia.
Ele não era uma fera doce, pelo contrário. No amor, para mim, tem que existir alegria. Não tenho a menor vocação para o sofrimento.

- Cláudia Pastore:
"Não se pode viver sem desejar". É um verso de Marly de Oliveira. O que dizer sobre isso?

- Olga Savary:
É verdade, acho que quando você está vivo, você deseja sempre. Eu, felizmente, cada vez desejo menos. Por exemplo; eu desejo coisas violentamente difíceis e complicadas, como trabalho, eu quero fazer cada vez mais e da melhor maneira possível. Não quero ser melhor do que ninguém, só quero sempre amanhã ser melhor do que eu fui hoje.
Não sei se ela está dizendo desejar no sentido de desejo erótico. Penso que é o desejar desejar, seja o que for. O fato de se desejar, por exemplo, se aprimorar, (e essa é a minha grande preocupação), eu quero é ter mais compaixão pelo meu semelhante amanhã... Não estou querendo ser tolereante demais, porém é uma questão de evolução.
Para mim, a coisa mais importante na vida é a bondade, mais do que a inteligência, porque uma pessoa inteligente, que seja perversa, para mim é zero. Duas coisas são fundamentais no ser humano: caráter e bondade. Por exemplo, isso eu encontrei em Bruno Savary. Tive o privilégio de ser filha de um homem que foi a melhor pessoa que eu vi na minha vida. Ele me ensinou muita coisa boa, moldou-me para o bem.
Outra pessoa que foi um pouco meu guru foi Benedito Nunes, meu professor de Filosofia e Francisco Paulo Mendes, meu melhor professor de Português.
Bashô, que eu não conheci, porque viveu há trezentos e tantos anos atrás, o monge japonês, o pai do haikai. Esses são os meus amados máximos!
Dostoievski, porque é meu escritor primeiro, primeiro, primeiro. É o meu amado primeiro, descoberto nos meus dez anos de idade. E eu acho que Dostoievski me encantava pela compaixão. De uma inteligência fulgurante e escreveu os melhores romances de todos os tempos. Ele ia tão fundo que é uma coisa impressionante, algo que temos aqui com Clarice Lispector. Que também entrou fundo na alma humana. Coisa de russo, pois ambos eram tão próximos do sentir brasileiro.
Nós temos grandes escritores brasileiros, mas ainda tem que acontecer o grande "boom" do Brasil. Nós temos escritores extraordinários, que ainda não foram descobertos. Não na medida que eles merecem. Saramago merece, porém acho que ele mesmo declarou que o primeiro Prêmio Nobel para língua portuguesa devia ter ido para o poeta Carlos Drummond de Andrade. Concordo.

- Cláudia Pastore:
Será que a poeta, possui, implicitamente, em sua produção erótica um "grito literário", ou seja, ela tenta - nem que inconscientemente - reafirmar sua posição social enquanto ser que sente, que quer o prazer, que este lhe caiba naturalmente? Você vê diferenças entre a voz poética feminina e a voz poética masculina na temática erótica?

- Olga Savary:
Eu acredito que a mulher tenha mais coragem de se julgar. Por exemplo: Drummond quando estava vivo, tinha poesias eróticas que ele me disse terem sido escritas em 1940 e que ele só foi ter coragem de jogar em livro, publicar, quando ele estava perto de morrer, porque ele disse que envolviam outras pessoas, ia machucar pessoas, porque evidentemente ele não tinha escrito aqueles poemas eróticos para a pessoa com quem ele convivia. Isso até tem que ser dito de uma maneira muito delicada...
A mulher, a poeta, grita literariamente porque ela ficou amordaçada muitos anos. Não deram voz e vez à mulher, então era preciso às vezes o grito, talvez uma poesia mais violenta, (violenta no sentido reivindicatório).
Mulher tem essa necessidade tão grande de colocar para fora isso, que durante anos ela não pode colocar, porque teve de permanecer calada. Há poesia feminina forte, até viril, assim como poesia masculina delicada. depende de tônus poético e não de sexo.

- Cláudia Pastore:
Você acha que ela se expressa de uma maneira um pouco pesada?

- Olga Savary:
Pesada não, um pouco exacerbada, de uma maneira às vezes um pouco violenta. Considero que meu texto, às vezes, é muito violento. Ele não é ingênuo.

- Cláudia Pastore:
Ele não tem a preocupação de ser sutil.

- Olga Savary:
Ele é sutil porque não cai no pornográfico e não cai no explícito. Nesse ponto ele é sutil mas, por outro lado, ele é muito violento. Violento no bom sentido, que não tem medo de dizer, e diz tudo. Tem certos textos meus que alguns homens não gostam. Mas tem outros que dizem: "muito obrigado por você homenagear o homem."
Uma coisa curiosa: em junho de 1989, eu estava na Casa Mário de Andrade, Museu de Literatura, Oficina da Palavra, na Barra Funda, e foi uma emoção inteira, porque eu não conheci Mário de Andrade, quando ele morreu eu não tinha dez anos. A Casa Mário de Andrade prestou uma homenagem a mim, com declamações de poemas, depoimentos gravados, "sumi-ê", pintados por uma artista carioca e palestras, durante quinze dias. A Profa. Marleine Paula participou também. Nessa ocasião, participei do Programa de Jô Soares. Um homem, ao lado de sua mulher, agradeceu-me por homenagear a figura do homem em meu texto. Apesar de ser violenta às vezes, eu também homenageio o homem. Quero dizer, eu mordo e assopro. Violenta no sentido de nomear pele, dizendo couro, por exemplo. Todo erotismo toca a coisa mística, como a serpente que morde a própria cauda - a uroboro. Misticismo e erotismo são, no fim, faces da mesma moeda, coisas que se tocam e que formam um círculo. E também aquilo sempre digo em depoimentos, entrevistas, etc, que erotismo é o sublime, o divino no ser humano, porque faz um triângulo: mulher - homem - Deus.

- Cláudia Pastore:
Como se processa, em sua poética, esta forte relação com a natureza, com a Terra, com o Brasil, juntamente com a temática erótica? Como a natureza interage com o elemento erótico?

- Olga Savary:
Isso começou desde cedo. Eu sou de uma região exuberantíssima pela qual eu sou loucamente apaixonada - a Região Amazônica - eu sou de Belém do Pará, onde nasci em 1933, em maio. Sou uma geminiana muito inquieta, muito apaixonada... Dizem que o geminiano é muito mental.
A natureza, para mim, é uma fonte inesgotável e, se nós não olharmos em torno, vamos olhar para onde? Então eu acho que o fato de eu ter nascido neste local, nessa região tão exuberante onde a natureza parece que invade tudo - o clima quente, o sangue quente...
No mais, eu herdei essa coisa índia, indígena, tupi de Belém do Pará. E é fantástico porque isso é a origem da minha alegria.Acho que tenho essa observação da natureza por ser desta região. Eu sou uma mulher tropical, sou uma mulher de sangue quente, uma amazônida.

- Cláudia Pastore:
Você diferencia isso, vamos supor, de uma mulher européia?

- Olga Savary:
Com certeza, eu tenho muito mais paixão para mostrar num texto, do que, por exemplo, uma mulher européia, digamos, uma finlandesa, uma norueguesa...

- Cláudia Pastore:
Notamos claramente, a partir de outras entrevistas, que você diferencia o Oriente do Ocidente, suas raízes, seus valores, expressos, em sua poesia; ora pelo tupi, pelo indígena, ora pelos haicais, pelo amarelo. Portanto, como você vê a relação do homem com Deus entre esses dois mundos?

- Olga Savary:
Eu sempre tive muita paixão pelo Oriente, porque o irmão mais velho da minha mãe era um apaixonado pela cultura japonesa, e foi na biblioteca dele, com nove para dez anos de idade, que eu comecei a tomar informação sobre o "haikai" e comecei a escrever "haikais", que é forma mais curta de poesia que existe. Eu sempre me senti muito atraída pelo Oriente, por causa, provavelmente, do tio Lourival de Almeida, que era jornalista e que eu aprendi na biblioteca dele.
A respeito do tupi, quando eu estive no meio dos índios em 1977, eu ouvi a linguagem dos tapirapés e dos carajás, eles falavam a língua deles e você tinha a impressão que eles falavam o japonês.
Então Oriente sempre foi para mim algo muito presente na minha vida.
Tudo o que eu falo na minha poesia, em tupi, é por que minha bisavó era índia.

- Cláudia Pastore:
Se, para você, erotismo é vida; então, o que é a morte?

- Olga Savary:
Eu reparei que eu nunca falava muito em morte, no início da minha produção, não que eu negasse, mas eu sou muito ligada à vida. Eu tenho muitos poemas com o título "vida", eu sou uma apaixonada pela vida, embora eu ache que a vida é muito madrasta, muito terrível, mas também dá muito prazer - a gente tem que saber tirar...
Agora, curiosamente eu falo muito em morte nos poemas eróticos porque os franceses usavam aquela expressão para o orgasmo; "pequena morte" - eu tenho até um livro que eu vou lançar com três novelas com esse título: "Pequenas Mortes". Então eu acho que erotismo é vida e morte, é um pouco morrer quando você tem um ...
Embora eu seja católica, eu não sigo religião nenhuma porque eu vejo claramente o que está por trás de tudo, ou seja, poder / dinheiro, poder / dominação.
Enfim, eu acho que morte, para mim, seria como um grande orgasmo. Eu não tenho medo, acho que é inevitável.

- Cláudia Pastore:
Você acha que o exercício da tradução repercutiu em seu fazer poético?

- Olga Savary:
Eu sempre fui movida a desafios, sempre achei que desafio, para mim, é fundamental. Eu quero me superar e quero estar sempre aceitando os desafios que eu mesma me imponho. Então eu acho que traduzir, para mim, é fundamental no sentido de exercer uma humildade e também porque eu venço desafios que me são apresentados.
Eu traduzi muito do espanhol, mais de 40 livros, desses principais hispano-americanos; Cortázar, Borges, Lorca. Só de Pablo Neruda eu traduzi 10 livros, (poesia, teatro, memórias). Enfim, as indicações estão todas no meu currículo. Até um livro de memórias do Che Guevara eu traduzi.
Enfim, a tradução para mim, não me influenciou poeticamente mas me deu muito, digamos, traquejo com relação ao texto do outro escritor.

- Cláudia Pastore:
Com relação à criação, como se dá o fazer poético e o fazer em prosa, ou seja, existe diferença entre escrever um conto e escrever um poema?

- Olga Savary:
Eu sempre disse que nunca escreveria um romance mas eu escrevi uma novela que está para sair.
Eu acho que a prosa está mais ligada com o dia-a-dia, você está mais perto do chão, e o fazer poético é como se você estivesse num disco voador, e vendo tudo numa amplitude maior, por causa da imagem. O texto poético, eu acho, que ele transcende mais.
O conto seria eu andando na rua e poema seria se eu estivesse num disco voador.

- Cláudia Pastore:
Sabemos que você nutre grande admiração pelo filósofo Benedito Nunes, que foi seu professor. Você possui outros mentores intelectuais que gostaria de nos falar?

- Olga Savary:
Benedito Nunes foi meu professor de Filosofia no Colégio Moderno, no Pará e ele foi muito importante para mim, pois ele foi considerado um dos nossos maiores críticos literários e é uma pessoa muito incentivadora. O primeiro prêmio literário que eu ganhei na vida foi dado pelo Benedito Nunes e pelo meu professor de Português, Francisco Paulo Mendes, que também foi uma pessoa muito importante na minha vida.O poeta Rui Barata, do curso Clássico, de antigamente. Então, esses foram os meus grandes mentores. Depois o Drummond, que ficou meu amigo e que nós descobrimos, mais tarde, que éramos primos.

- Cláudia Pastore:
Com relação a futuros projetos ou em andamento, o que tem a nos dizer?

- Olga Savary:
Eu tenho muita coisa em andamento; muitos livros de poesia para serem publicados, outro livro de contos, o terceiro, a novela, que eu já falei, que ironicamente é chamada "Paraíso", embora de paraíso, no final não tenha nada e quatro livros de ensaio e crítica - esses são os livros pessoais. Agora, eu estou organizando várias antologias; uma sobre a Terra do Brasil, a outra; "Mar do Brasil", a outra de Haicais Brasileiros, a outra é "Contos da Pará" e muitos outros projetos e reeditar o "Carne Viva", que é aquela 1a. Antologia de Contos Eróticos. E um livro sobre Drummond, seria um ensaio poético, um projeto de um livro (poesia) em Portugal e também o "Eugeniana", que é uma homenagem ao poeta português Eugênio de Andrade, que em 2003 vai fazer 80 anos.

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Claudia Pastore é doutoranda da Universidade de São Paulo e prepara tese sobre O EROTISMO NA PRODUÇÃO POÉTICA DE PAULA TAVARES E OLGA SAVARY no departamento de Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa da Faculdade de Letras.
Além de pesquisadora é professora universitária e também escritora, tendo lançado e organizado a antologia poética QUEM SENTE SOMOS NÓS, pela Scortecci, editora de São Paulo.

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