Filha de Persephone

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"O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais, há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesmo compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudades...sei lá de quê!" (Florbela Espanca, Carta no. 147)

Sobre ALICE RUIZ

"Que importa o sentido se tudo vibra"

ALICE RUIZ

tradutor

20 de novembro de 2010

ACONTECIMENTOS Antonio Cícero/Marina Lima



Eu espero uns acontecimentos
Só que quando anoitece
É festa no outro apartamento
Todo amor vale enquanto brilha, aí e o meu brilhava
Brilho de jóia e de fantasia
Que há com nós?
O que que há com nós dois amor?
Me responda depois...
Me diz por onde você me prende por onde foge
E o que pretende de mim
Era fácil nem dá pra esquecer. Aí, e eu nem sabia
Como era feliz de ter você
Como pode queimar nosso filme?
Um longe do outro morrendo de tédio e de ciúme.
O que é que há com nós?
O que é que há com nós dois amor?
Me responda depois...
Me diz por onde você me prende, por onde foge
E o que pretende de mim.
Eu espero...
Como pode queimar nosso filme?

http://www.vagalume.com.br/marina-lima/acontecimentos.html#ixzz15p8CWtXs


Antonio Cícero: o filósofo e o poeta


Por Jean Oliveira
Quarta-feira - 18/08/2010

Antônio Cícero é o compositor de 'Fullgaz' e 'À francesa', sucessos na voz da irmã Marina Lima

Araçatuba - Antônio Cícero é um homem que trafega diariamente entre dois mundos, o da ideia e o do sentimento. Tendo a poesia e a filosofia como profissões, o escritor possui a inquietude sempre à flor da pele. Sua força de expressão é tão grande que seu talento extrapolou o papel e foi parar nas canções da irmã, a cantora Marina Lima. São de sua autoria sucessos como "Fullgaz" e "À francesa". Ainda na música, ele teve como parceiros expoentes Lulu Santos, Adriana Calcanhoto, Orlando Moraes e João Bosco.

Nesta entrevista à Folha da Região, que faz parte da série "Folha e Grandes Autores", ele fala sobre este equilíbrio entre a razão e o sentimento, e comenta algumas de suas obras. Cícero participou, nesta segunda-feira (16), da 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Falou ao público sobre "Literatura Plural".

A Bienal Internacional do Livro de São Paulo, o terceiro maior evento do mundo nesta área, foi a inspiração para a série, que antes do entrevistado de hoje ouviu Tatiana Belinky (Folha da Região, D1, 17/08/2010), Raimundo Carrero (15), Ana Maria Machado (14), Ignácio de Loyola Brandão (13), Renato Janine Ribeiro (12)e Zuenir Ventura (11), todos autores que estão participando do evento em São Paulo.

REALIZAÇÕES

Em 1996, Antônio Cícero reuniu seus próprios poemas prediletos no livro "Guardar" (Editora Record), vencedor do Prêmio Nestlé de Literatura na categoria Estreante. Em 1997, lançou o disco Antônio Cícero por Antônio Cícero (Editora Luz da Cidade), em que recita poemas de sua autoria.

Antes, em 1994, junto com Waly Salomão, organizou o livro "O Relativismo Enquanto Visão do Mundo" (Editora Francisco Alves) onde reuniu as contribuições filosóficas referentes ao assunto.
No ano de 2000, foi publicado o seu ensaio "Poesia e Paisagens Urbanas", na coletânea "Mais Poesia Hoje", organizada por Célia Pedrosa (Editora 7 Letras).

Confira a entrevista:

O senhor é filósofo e poeta. Como conviver diariamente entre a razão e o sentimento?
Todos nós convivemos diariamente com a razão e o sentimento. Mas, entre a filosofia e a poesia há, realmente, uma diferença grande. Costumo dizer que a filosofia pensa sobre o mundo, mas a poesia pensa o mundo. Ela não se separa do mundo para pensá-lo, como a filosofia, mas mergulha nele. Se eu estiver escrevendo um poema e começar a pensar com conceitos filosóficos, ele se perde. Se eu estiver pensando com conceitos filosóficos, posso escrever um ensaio, mas não um poema.

Como a arte do pensar acaba influenciando sua forma de expressar o que sente?
Acho que tudo o que a gente sabe entra em jogo quando faz um poema. A filosofia também entra, mas apenas como mais um elemento. Ela não é necessariamente mais importante do que as outras coisas que a gente sabe ou intui, ou sonha, ou sofre, ou lembra, ou lê.

Qual seu filósofo e seu poeta preferidos? Tem como traçar um paralelo entre eles?
O filósofo mais importante, para mim é Kant. São muitos os poetas que amo. Um deles é, por exemplo, o romano Horácio. Mas acho que ele e Kant não têm nada em comum. Para mim, a poesia é mais importante do que a filosofia. Uma das coisas que peço à filosofia é que me dê elementos ou armas conceituais para defender o lugar e a autonomia da arte, logo, da poesia. Kant faz isso.

Qual a sensação que o senhor tem ao ouvir alguém cantando ou se referindo a uma música que compôs? Tem preferência em ter um trabalho cantado ou declamado?
É um grande prazer. É bom saber que uma coisa que a gente faz é apreciada. Gosto muito de ouvir as minhas letras cantadas. Gosto também que leiam os poemas que faço para serem lidos, mas não faço questão de ouvi-los sendo declamados. É que faço as letras para que sejam cantadas e ouvidas, porém não faço os poemas para serem declamados, mas apenas lidos.

O senhor mantém a produção de letras de música?
Sim, embora bem menos do que alguns anos atrás. Tenho me concentrado mais em escrever poemas e ensaios.

Já há algum tempo, a poesia que é praticada no Brasil não está sintonizada com nenhum movimento literário. Cada um faz a sua poesia em seu canto. Como leitor, você enxerga alguma característica marcante nesta produção? Seria ela mais lírica?
Na verdade, acho que há de tudo. O tempo dos manifestos ou movimentos de vanguarda já passou. Cada qual faz o que quer. Não tem mais sentido um poeta ou um grupo de poetas querer dizer aos outros como é que devem fazer poesia. Contudo, isso não significa que tudo se equivalha. Não. Como sempre, há poemas maravilhosos, poemas bons, poemas razoáveis e poemas ruins. Só que é preciso considerar cada poema ou cada poeta individualmente, caso a caso.

19 de novembro de 2010

ALGUNS VERSOS - Antonio Cícero


As letras brancas de alguns versos me espreitam
em pé no fundo azul de uma tela atrás
da qual luz natural adentra a janela
por onde ao levantar quase nada o olhar
vejo o sol aberto amarelar as folhas
da acácia em alvoroço: Marcelo está
para chegar. E de repente, de fora
do presente, pareço apenas lembrar
disso tudo como de algo que não há de
retornar jamais e em lágrimas exulto
de sentir falta justamente da tarde
que me banha e escorre rumo ao mar sem margens
de cujo fundo veio para ser mundo
e se acendeu feito um fósforo, e é tarde.


A seguir, tradução para o espanhol do poema Alguns Versos


ALGUNOS VERSOS

Las letras blancas de algunos versos me acechan
de pie en el fondo azul de una pantalla detrás
de la cual la luz natural penetra la ventana
por donde al levantar la mirada casi nada
veo el sol abierto amarillar las hojas
de la acacia en alborozo: Marcelo está
a punto de llegar. Y de repente, de fuera
del presente, sólo me parece recordar
todo esto como algo que no ha de volver
jamás y en lágrimas exulto
de sentir falta precisamente de la tarde
que me baña y escurre rumbo al mar sin orillas
de cuyo fondo vino para ser mundo
y se encendió hecho un fósforo, y es tarde.

(Versión española de Adolfo Montejo Navas)

18 de novembro de 2010

ÁGUA PERRIER - Antonio Cícero



Não quero mudar você
nem mostrar novos mundos
pois eu, meu amor, acho graça até mesmo em clichês.

Adoro esse olhar blasé
que não só já viu quase tudo
mas acha tudo tão déjà vu mesmo antes de ver.

Só proponho
alimentar seu tédio.
Para tanto, exponho
a minha admiração.
Você em troca cede o
seu olhar sem sonhos
à minha contemplação:

Adoro, sei lá por que,
esse olhar
meio escudo
que em vez de meu álcool forte pede água Perrier.


A seguir, tradução para o alemão do poema Água Perrier, publicado originalmente numa revista chamada LAB, JAHRBUCH 1998 FÜR KÜNSTE UND APPARATE


EIN PERRIER

Ich will dich nicht verändern
noch dir neue Welten zeigen
denn mich, mein Schatz, belustigen sogar Clichés.

Ich liebe diesen blasierten Blick,
der nicht nur schon fast alles gesehen hat
sondern alles, bevor es gesehen wird, bereits für schon gesehen hält.,

Ich möchte nur
deine Langeweile unterhalten.
Daher breite ich
meine Bewunderung aus:
Du weichst dafür
mit deinem Blick ohne Träume
meiner Betrachtung aus:

Ich liebe, wer weiß warum,
diesen Blick,
der halb abwehrend
anstelle meines starken Alkohols ein Perrier erbittet.

(Übersetzung aus dem brasilianischen Portugiesisch von Maralde Meyer-Minnemann)

17 de novembro de 2010

INVERNO - Antonio Cícero


No dia em que fui mais feliz
eu vi um avião
se espelhar no seu olhar até sumir

de lá pra cá não sei
caminho ao longo do canal
faço longas cartas pra ninguém
e o inverno no Leblon é quase glacial.

Há algo que jamais se esclareceu:
onde foi exatamente que larguei
naquele dia mesmo o leão que sempre cavalguei?

Lá mesmo esqueci
que o destino
sempre me quis só
no deserto sem saudades, sem remorsos, só
sem amarras, barco embriagado ao mar

Não sei o que em mim
só quer me lembrar
que um dia o céu
reuniu-se à terra um instante por nós dois
pouco antes do ocidente se assombrar

(a Suzana Morais)

Antônio Cícero: música e poesia por PEDRO MACIEL

O poema é feito de palavras, medida e ritmo. O ritmo é o núcleo do poema. Os poetas verdadeiros são necessariamente músicos de primeira ordem. A poesia da letra de música é uma escrita cadenciada, sonora. Soneto, em italiano, é "sonzinho". "Um soneto não é um poema mas uma forma literária, exceto quando esse mecanismo retórico - estrofes, metros e rimas - foi tocado pela poesia. Há máquinas de rimar, mas não de poetizar...", anotou o poeta mexicano Octávio Paz. Talvez a Música Popular Brasileira seja a alta cultura do país, apesar de, nos últimos tempos, a música vir sendo forjada por uma máquina de rimar, azeitada no mais ingênuo romantismo.

As antologias compiladas pelos críticos mandarins não incluem nenhuma letra como exemplo de poema. Vinícius de Morais, Caetano Veloso ou Chico Buarque são considerados pelos mandarins como poetas de segunda categoria. Estes e outros escreveram letras e canções de tamanha estatura poética que é difícil achar paralelos na poesia escrita no mesmo período. Mas o poeta José Gino Grunewald redimiu o espírito da poesia brasileira com o lançamento do Livro Pedras de toque da poesia brasileira (Ed. Nova Fronteira), seleção dos melhores poemas em antologia e que inclui de Castro Alves a Noel Rosa, de Carlos Drummond a Caetano Veloso.

Antônio Cícero poderia ter sido incluído nesta coletânea. Cícero é parceiro de Marina Lima, uma das revelações da música dos anos 80, tradução pop de Rita Lee e Tom Jobim. Erza Pound advertia que a poesia não evolui, quando se afasta muito tempo da música, sua origem e destino. Cícero é uma das boas surpresas da poesia brasileira. Guardar (Ed. Record) foi o seu primeiro livro, mas não se trata de um estreante, já que lançou um livro de filosofia.

A maioria de seus poemas apresenta os traços sonoros típicos do trovador, do cantador popular. Guardar é um livro musical. Há poemas em verso livre, poemas de fala irônica, sonetos quebrados, versos curtos e dissonantes, como em "Voz"; "Orelha, ouvido, labirinto:/ perdida em mim a voz de outro ecoa./ Minto:/ perversamente sou-a." Indagação filosófica, sem pendantismo acadêmico. O autor evoca temas gregos clássicos em poemas como "Narciso": "Narciso é filho de uma flor aquática/ e de um rio meândrico. É líquido/ cristalizado de forma precária/ e preciosa, trazendo o sigilo/ de sua origem no semblante vívido/ conquanto reflexivo..."

Cícero faz poesia lírica, erótica: "Qualquer poema bom provém do amor/ narcíseo..."; e rumina em torno de questões existenciais como no poema "Dilema": "O que muito me confunde/ é que no fundo de mim estou eu / e no fundo de mim estou eu./ No fundo/ sei que não sou sem fim/ e sou feito de um mundo imenso/ imerso num universo/ que não é feito de mim./ Mas mesmo isso é controverso/ se nos versos de um poema / perverso sai o reverso./ Disperso num tal dilema/ o certo é reconhecer:/ no fundo de mim / sou sem fundo."

Guardar nos apresenta o mundo do som, do sentido, da lógica, da sintaxe, da física, da metafísica. O poeta conhece sua instrumentação. Maneja a língua com maestria. Cícero utiliza a linguagem comum das ruas, e recupera uma voz ideal, capaz de alçar o universo poético. Ainda hoje pergunta-se qual o sentido da poesia. O sentido da poesia é a própria poesia. A poesia explica-se a si mesma. Talvez a arte poética nos conduza a uma tentativa de salvação do meio existencial. A poesia é revelação de um mundo sagrado, maldito, real, imaginário. Alcança a todos e ninguém. Inventa o próprio homem para que este se revela a si mesmo.

16 de novembro de 2010

GUARDAR - Antonio Cícero


Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la.
Em cofre não se guarda coisa alguma.
Em cofre perde-se a coisa à vista.

Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por
admirá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado.

Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por
ela, isto é, velar por ela, isto é, estar acordado por ela,
isto é, estar por ela ou ser por ela.

Por isso melhor se guarda o vôo de um pássaro
Do que um pássaro sem vôos.

Por isso se escreve, por isso se diz, por isso se publica,
por isso se declara e declama um poema:
Para guardá-lo:
Para que ele, por sua vez, guarde o que guarda:
Guarde o que quer que guarda um poema:
Por isso o lance do poema:
Por guardar-se o que se quer guardar.

14 de novembro de 2010

O RETORNO NA MÚSICA - A volta do boêmio


A Volta do Boêmio
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

A Volta do Boêmio é uma canção composta por Adelino Moreira.

A canção permaneceu inédita por quatro anos e vendeu mais de um milhão de discos vendidos quando lançada em 1956 por Nelson Gonçalves, chegando depois a dois milhões de discos, tornando-se uma das suas principais obras gravadas.

A letra da música trata de um homem que pede permissão para retornar a sua antiga vida boêmia, a qual havia anteriormente abandonado pelo amor de uma mulher. É dito também na letra que é a pedido da própria mulher que o personagem faz tal retorno.

Esta canção teve diversas outras regravações de artistas como Cauby Peixoto, Agnaldo Rayol, Agnaldo Timóteo, Sidney Magal, Teixeirinha, Pery Ribeiro, Danilo Caymmi, Núbia Lafayette, Joanna, Carlos Alberto, Antônio Marcos, Moreira da Silva, Adilson Ramos, Pato Fu (no álbum Gol de Quem?), entre outros.


A Volta Do Boêmio

Boemia, aqui me tens de regresso
e suplicante te peço
a minha nova inscrição

Voltei, pra rever os amigos que um dia
eu deixei a chorar de alegria,
me acompanha o meu violão

Boemia, sabendo que andei distante
sei que essa gente falante
vai agora ironizar

Ele voltou, o boêmio voltou novamente
partiu daqui tão contente
por que razão quer voltar?

Acontece, que a mulher que floriu meu caminho
de ternura, meiguice e carinho,
sendo a vida do meu coração

Compreendeu, e abraçou-me dizendo a sorrir:
meu amor você pode partir,
não esqueça o seu violão

Vá rever, os seus rios, seus montes, cascatas,
vá sonhar em novas serenatas
e abraçar seus amigos leais

Vá embora, pois me resta o consolo e a alegria
de saber que depois da boemia
é de mim que você gosta mais


http://www.vagalume.com.br/nelson-goncalves/a-volta-do-boemio-2.html#ixzz15G9EKSjY


13 de novembro de 2010

sobre BATMAN,MULHER-GATO, PINGUIM e o retorno



Um bebê deformado é jogado por seus pais nas águas do rio que passa por Gotham City. Trinta anos mais tarde, a criança, que recebeu o nome de Oswald Cobblepot, transformou-se no terrível Pinguim. Sua gangue sequestra o milionário Max Schreck e, sabendo do envolvimento de Schreck em diversos crimes, Pinguim o chantageia, obrigando-o a ajudá-lo na descoberta da identidade de seus pais. Por sua vez, tentando dominar a cidade, Max Schreck planeja transformar Pinguim em prefeito de Gotham City.

Paralelamente, Max Schreck arremessa sua secretária, Selina Kyle, do prédio de sua empresa, quando ela descobre seus planos ilegais. Selina é ressuscitada por gatos e planeja vingança, criando uma roupa especial e atendendo por nova identidade: Mulher-Gato.

O incansável Batman retorna,com tudo que um retorno tem direito.
Com o Pinguim e com uma Mulher-Gato linda,sedutora,bonita,gostosa, felina, traiçoeira e com dupla personalidade.O destino acaba cruzando os caminhos de Mulher-Gato e Pinguim, que unem forças para destruir Batman.
Ambos se tornam verdadeiros pesadelos.


“Batman – O Retorno” traz algumas cenas que sempre me ficaram na
memória, como a sabotagem do Batmóvel (aliás, um dos melhores modelos
de toda sua história), o Pingüim mordendo o nariz de um engraçadinho
que ousou fazer piadinha com ele, e a linguada de Mulher-Gato no
Batman no topo do prédio.



A PERSONALIDADE DE BATMAN

O que faz Batman ser um herói tão fácil do público se identificar, é o fato de que ele é plenamente possível. Ele não veio de outro planeta, não é fruto de uma mutação genética, não tem superpoderes. Batman é um homem normal, um homem que tinha todos os motivos para sequer se importar com os problemas do mundo, mas que decide usar sua inteligência e dinheiro, em busca de justiça.

Quem é o verdadeiro homem? Batman ou Bruce Wayne? Qual a identidade, a personalidade real? Não seria o bilionário playboy o verdadeiro disfarce de Bruce Wayne?

“Os inimigos definem o herói. Quanto maior a ameaça, maior o herói.”

(Dan Di Dio)

Se Batman não tem nenhum superpoder, como pode ser considerado um herói? Na verdade o que distingüe e singulariza o personagem Bruce Wayne, e conseqüentemente seu alter-ego justiceiro, são duas qualidades que não são compartilhadas pela maioria das pessoas: auto-controle e auto-disciplina. O que faz Bruce ser um herói de verdade é o fato de não se permitir perder o controle frente aos piores desafios, o não se deixar levar por sentimentos de ódio e vingança. Por pior que seja o inimigo, Batman não o mata. Ele cria maneiras de capturar os criminosos e levá-los frente à justiça, permitindo que sejam formalmente acusados, processados e punidos pelos seus crimes. A auto-disciplina rigorosa do personagem também permite que ele pareça ser sobre-humano. Bruce vai mais longe do que qualquer homem ou mulher comum e enfrenta seus medos. Literalmente.A cena em “Batman Begins” que melhor demonstra o auto-controle e auto-disciplina do bilionário, é quando Bruce volta ao poço onde havia caído quando criança, e enfrenta os morcegos, que haviam se tornado uma fobia intensa desde sua infância, encarando-os de frente e ficando de pé, enquanto voam ao seu redor. Quantas pessoas conhecemos (e nisso devemos nos incluir) que são capazes de exporem suas fragilidades, seus piores medos e de enfrentá-los olhando-os de frente, sem hesitar, tudo em nome de um ideal ou objetivo maior, seja pessoal ou coletivo?

QUEM TEM CORAGEM DE RETORNAR ?

12 de novembro de 2010

O AMARGO REGRESSO

Quando penso em RETORNO, sempre me lembro do filme O AMARGO REGRESSO, ou COMING HOME
(1978).Não sei porque mas o AMARGO do REGRESSO me perseguiu por vários anos...como se o retorno estivesse colado no ruim.

O filme é um brilhante retrato sobre as dores trazidas por uma guerra. Só que aqui não temos cenas de batalhas e corpo voando para todos os lados, mas sim uma história sobre as conseqüências da Guerra do Vietnã. Os efeitos que essa guerra causou para as pessoas.O filme conta a história de Sally Hyde (Jane Fonda), uma mulher que acaba de se despedir do marido, que está indo para a Guerra do Vietnã. Sem ter um rumo certo na vida, ela acaba resolvendo ir trabalhar como voluntária em um hospital junto com a amiga Viola (Penelope Milford), que trabalha lá por causa do irmão. Lá ela conhece Luke Martin (Jon Voight), um homem que voltou da Guerra paraplégico e com quem ela chegou a estudar no passado.A trama se desenvolve até que, quando a verdade é revelada, as conseqüências se tornam dramáticas para todos os envolvidos.
O regresso do marido traz "perdas e danos", mas aí já são outros 500...


11 de novembro de 2010

o ETERNO RETORNO de Nietzche



O Ouroboros é um signo para a eternidade


Eterno retorno é um conceito filosófico formulado por Friedrich Nietzsche. Em alemão o termo é Ewige Wiederkunft. Uma síntese dessa teoria é encontrada em A Gaia Ciência:

2"E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: "Esta vida, assim como tu vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes: e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indivisivelmente pequeno e de grande em tua vida há de te retornar, e tudo na mesma ordem e sequência - e do mesmo modo esta aranha e este luar entre as árvores, e do mesmo modo este instante e eu próprio. A eterna ampulheta da existência será sempre virada outra vez - e tu com ela, poeirinha da poeira!". Não te lançarias ao chão e rangerias os dentes e amaldiçoarias o demônio que te falasses assim? Ou viveste alguma vez um instante descomunal, em que lhe responderías: "Tu és um deus e nunca ouvi nada mais divino!" Se esse pensamento adquirisse poder sobre ti, assim como tu és, ele te transformaria e talvez te triturasse: a pergunta diante de tudo e de cada coisa: "Quero isto ainda uma vez e inúmeras vezes?" pesaria como o mais pesado dos pesos sobre o teu agir! Ou, então, como terias de ficar de bem contigo e mesmo com a vida, para não desejar nada mais do que essa última, eterna confirmação e chancela?"

O Eterno Retorno é um conceito não acabado em vida pelo próprio Nietzche, trabalhado em vários de seus textos (No "Assim falou Zaratustra"; aforismo 341 do "A gaia ciência"; aforismo 56 do "Além do bem e do mal"; e trechos dos fragmentos póstumos, que podem ser encontrados no livro "Nietzsche" da coleção "Os Pensadores", da Abril Cultural). Ele mesmo considerava como seu pensamento mais profundo e amedrontador, que lhe veio à mente durante uma caminhada, ao contemplar uma formação rochosa.

Um dos aspectos do Eterno Retorno diz respeito aos ciclos repetitivos da vida: estamos sempre presos a um número limitado de fatos, fatos estes que se repetiram no passado, ocorrem no presente, e se repetirão no futuro, como por exemplo, guerras, epidemias, etc.

O que é indispensável notar é que esta teoria, que parece insensata e totalmente inverossímil a muitos, não é uma forma de percepção do tempo: o Eterno Retorno não é um ciclo temporal que se repete indefinidamente ao longo da eternidade.

Quando no texto, acima transcrito, de A Gaia Ciência, o filósofo sugere a aparição do demônio portador da reveleção do ciclo inexorável de repetições, ele não afirmou que aquilo seria exatamente o Eterno Retorno. Nos textos de Nietzsche sobre a História, vemos que sua noção do Tempo não é cíclica.

Com o Eterno Retorno Nietzsche questiona da ordem das coisas. Indica um mundo não feito de pólos opostos e inconciliáveis, mas de faces complementares de uma mesma—múltipla, mas única—realidade. Logo, bem e mal, angústia e prazer, são instâncias complementares da realidade - instâncias que se alternam eternamente. Como a realidade não tem objetivo, ou finalidade (pois se tivesse já a teria alcançado), a alternância nunca finda. Ou seja, considerando-se o tempo infinito e as combinações de forças em conflito que formam cada instante finitas, em algum momento futuro tudo se repetirá infinitas vezes. Assim, vemos sempre os mesmos fatos retornarem indefinidamente.

Outras observações importantes a respeito do Eterno Retorno são suas relações com o Amor fati e a vontade de potência. Detenhamo-nos ligeiramente no Amor fati -- Amor ao destino.

O conceito do Eterno Retorno leva a uma indagação sobre a vida: amamos ou não amamos a vida? Se tudo retorna - o prazer, a dor, a angústia, a guerra, a paz, a grandeza, a pequenez—se tudo torna, isto é um dom divino ou uma maldição? Amamos a vida a tal ponto de a querermos, mesmo que tivéssemos que vivê-la infinitas vezes sem fim? Sofrendo e gozando da mesma forma e com a mesma intensidade? Seríamos capazes de amar a vida que temos - a única vida que temos - a ponto de querer vivê-la tal e qual ela é, sem a menor alteração, infinitas vezes ao longo da eternidade? Temos tal amor ao nosso destino? - Eis a grande indagação que é o Eterno Retorno.

O RETORNO De SATURNO...




O Retorno De Saturno/Detonautas Roque Clube

Visão do espaço estamos tão distantes
se acelero os passos sigo a voz do meu coração.
Ontem eu fui dormir mais tarde um pouco.

E tudo vai indo bem...

Venço o cansaço e o medo do futuro.
No teu abraço é que encontro a cura do mal
Hoje eu acordei e te quis por perto.

Você não sai do meu pensamento
e eu me questiono aqui se isso é normal.
Não precisa ser de novo assim tudo igual.

Entre o retorno de Saturno e o seu,
busco uma resposta que acalme o meu coração.
Do amanhã não sei o que posso esperar.

Você não sai do meu pensamento
e eu me questiono aqui se isso é normal.
Não precisa ser de novo assim tudo igual.
Você não sai do meu pensamento
e eu me pergunto aqui, se o natural
vai dizer que o amor chegou no final.
Não precisa ser de novo assim tudo igual.

http://www.vagalume.com.br/detonautas-roque-clube/o-retorno-de-saturno.html#ixzz14zn2jNJj

SOBRE O RETORNO DE SATURNO...

O retorno de Saturno - 28 anos
Márcia Mattos - Astróloga

Entre os 28 e 30 anos de idade, ocorre o primeiro retorno de Saturno, ou seja, o planeta em trânsito se posicionará no mesmo local em que ele estava no momento de nascimento da pessoa e iniciará uma nova volta em torno do zodíaco.

Novamente, como em todo trânsito de Saturno, ocorre um doloroso rito de passagem, envolvendo responsabilidades, desta vez maiores do que nunca. A partir deste período, muitas coisas que antes eram parte de uma gama de opções se tornam definitivas. É o momento de determinar o que vai dar impulso aos próximos 28 anos e tudo o que é decidido tem sua repercussão e conseqüência.

Este período representa também o fechamento sobre todo o passado de dependência familiar, uma liberação final de tudo que ligava às servidões da infância e da adolescência, uma aquisição definitiva de autonomia. É o ponto final do caminho de relaxamento de responsabilidades dos pais sobre os filhos.

Aos 28 anos, as pessoas começam a se preparar para inverter os papéis. Nesta época, surge a necessidade crescente de se fundar um lar, ter filhos, educá-los e progredir profissionalmente. É a chegada definitiva da certeza da sua responsabilidade em relação aos outros, em que se procura gerar confiança em que os cerca e se começa a pensar seriamente no futuro. É o primeiro contato com a sensação de que o tempo passa e que a velhice não tarda a chegar, por isso a intensificação das cobranças internas. Não é mais tempo para ilusões e sim para definições.

Nesta época, as pessoas começam a adquirir um senso de responsabilidade não apenas para si próprios, mas também para aqueles que o cercam. Começa-se a perceber que as suas decisões terão influência na vida daqueles que amam. Agora, e cada vez mais, são os pais que passam a ser seus dependentes, o que aguça o sentido de cumprir sem falhas a sua missão, que é uma tarefa solitária e de extrema importância para toda a família. Mas, ao mesmo tempo, Saturno que é sempre associado a processos de diferenciação, individualização e separatividade, leva os indivíduos a procurarem dar a seus filhos uma educação diferente da que receberam. Paradoxalmente, com a nova aproximação dos pais, as pessoas se deparam tomando decisões surpreendentemente parecidas às deles.

Nessa época, as pessoas que ainda não se definiram na vida passam a se sentir muito angustiadas, porque o fantasma do fracasso começa a ameaçar. Freqüentemente, aos 28 anos as pessoas retomam os estudos, procuram caminhos profissionais definitivos e não mais bicos e trabalhos esporádicos. A crise provocada por Saturno sempre é complicada, já que mexe com assuntos como o tempo e a idade, fracasso, frustração ou sucesso. Todos estes aspectos são muito angustiantes porque abalam a auto estima de cada um.

O ciclo dos 28 anos de Saturno é completado quando se pode tomar nas mãos com segurança as rédeas e o controle da própria existência. Desligar-se do passado para apenas conservar dele as bases mais sólidas sobre as quais deve ser projetado e construído o futuro.


Trecho da apostila "Ciclos Planetários", da astróloga carioca Márcia Mattos.
Para adquirir esta apostila, informe-se pelo telefone (0xx21) 274-8156 ou escreva para Márcia Mattos.

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