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"O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais, há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesmo compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudades...sei lá de quê!" (Florbela Espanca, Carta no. 147)

Sobre ALICE RUIZ

"Que importa o sentido se tudo vibra"

ALICE RUIZ

tradutor

10 de dezembro de 2010

PAIXÃO ALÉM DAS PALAVRAS, sobre Sylvia Plath e Ted Hughes (filme)

São duas almas perdidas que finalmente se encontram . É Sylvia quem ajuda Ted, ainda quando são estudantes, a publicar seus primeiros poemas e ganhar prêmios. Como por trás de todo grande homem, há uma grande mulher, a futura poetisa sacrifica tanto sua vida pessoal quanto profissional em prol do marido, que está ficando famoso. Ela abandona seus sonhos de escrever e começa a dar aulas.

Isso, porém, faz com que ela passe a viver à sombra do marido, sofrendo com suas traições e sempre diminuída, por ele ser, como ela mesma diz, "o poeta da casa". Mesmo isolados numa casa de campo, Sylvia não consegue fazer que Ted seja um homem fiel, e esse amor doentio os vai consumindo aos poucos, até o trágico desfecho.




Sylvia, Paixão Além das Palavras


Cinebiografia da escritora Sylvia Plath, um dos grandes
nomes da poesia norte-americana. Com Gwyneth Paltrow.

Formato:
Diretor: Christine Jeffs
Elenco: Gwyneth Paltrow, Daniel Craig e Michael Gambon
Nome Original: Sylvia
Ano: 2003
País: ING


EDITORIAL

Sylvia Plath (Gwyneth Paltrow) pode ser considerada uma das grandes escritoras norte-americanas de todos os tempos. Seus livros de poemas ainda são muito populares nos Estados Unidos, e o que lhe deu fama foi Ariel, publicado depois de seu suicídio, em 1963. Mas o caminho que levou Sylvia a uma atitude tão radical começou muito tempo antes. Ela já havia tentado se matar antes de conhecer Ted Hughes (Daniel Craig), quando estudava em Cambridge. Os dois desenvolveram um relacionamento baseado mais em paixão que em amor, e se casaram quando Hughes se tornou famoso ao vencer um concurso.

O casal se muda para os Estados Unidos, e Sylvia passa a dar aulas para sustentar a casa - mas não consegue achar nem tempo nem inspiração para escrever. Ao mesmo tempo, começa a desenvolver ciúmes obsessivos de Ted, que poderia (ou não) estar tendo um caso com alguma aluna de Sylvia, e toma algumas atitudes extremas. Para aliviar a situação, Ted sugere que eles voltem para Londres, mas isso não vai melhorar a vida de Sylvia, pois ela descobrirá que suas suspeitas não eram de todo infundadas. Mesmo com dois filhos para criar, a escritora deixará suas tendências falarem mais alto.

A impressão que fica de Sylvia, Paixão Além das Palavras é a de que a escritora passou por tanta coisa na vida que sua biografia é grande demais para 110 minutos de filme - daí o ritmo apressado do longa: Sylvia e Ted se conhecem, dez segundos depois vão para a cama (e Christine Jeffs esquece a sutileza nessas cenas), logo depois se casam, um minuto depois brigam, pouco tempo depois já têm filhos... nessa velocidade é difícil criar empatia com os personagens.

Quando Sylvia estava sendo produzido, a filha de Ted e Sylvia, a escritora Frieda Hughes, publicou um protesto numa revista britânica e proibiu que fossem utilizados poemas de seus pais no filme. Certamente isso afetou a obra, pois enquanto em diversos momentos se diz que a poesia deles é forte, contundente e ótima, não se tem nenhuma chance de ouvi-la declamada pelos escritores. Uma pena, pois isso certamente daria mais força ao roteiro. Afinal, a obra de Sylvia está estritamente ligada à sua existência. Por exemplo, em seu único romance, A Redoma de Vidro (publicado postumamente em 1963), Plath já desiludida escreve: "Eu me interessava por um homem que, de longe, parecia maravilhoso, mas assim que ele se aproximava, via que não valia a pena". Fica clara a visão que ela tinha dos homens depois que Ted passou por sua vida.

Na década de 90, poucos anos antes de morrer, Ted, que editara e publicara toda a obra de Plath, escreveu um livro chamado Cartas de Aniversário, e esta foi a única vez em que se manifestou sobre a poetisa. Durante anos ele foi condenado pelo suicídio da mulher e se manteve calado. Nesse ponto, o filme é esclarecedor, pois antes de mais nada é um delicado e preciso retrato de uma pessoa que sofreu dos males da depressão durante toda vida e que, mais cedo ou mais tarde, iria sucumbir, como sua própria mãe, Aurélia Plath (Blythe Danner, mãe de Gwyneth), uma vez confidenciou ao genro.

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