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"O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais, há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesmo compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudades...sei lá de quê!" (Florbela Espanca, Carta no. 147)

Sobre ALICE RUIZ

"Que importa o sentido se tudo vibra"

ALICE RUIZ

tradutor

14 de julho de 2012

O QUE É GERAÇÃO BEAT ?

Geração Beat

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Geração beat (Beat Generation em inglês) ou "Movimento beat" é um termo usado tanto para descrever a um grupo de artistas norte-americanos, principalmente escritores e poetas, que vieram a se tornar conhecidos no final da década de 1950 e no começo da década de 1960, quanto ao fenômeno cultural que eles inspiraram (posteriormente chamados ou confundidos aos beatniks, nome este de origem controversa, considerado por muitos um termo pejorativo). Estes artistas, levavam vida nômade ou fundavam comunidades. Foram, desta forma, o embrião do movimento hippie, se confundindo com este movimento, posteriormente. Muitos remanescentes hippies se auto-intitulam beatniks e um dos principais porta-vozes pop do movimento hippie, John Lennon, se inspirou na palavra beat para batizar o seu grupo musical, The Beatles. Na verdade, a "Beat generation", tal como os Beatles, o movimento hippie e, antes de todos estes, o Existencialismo, fizeram parte de um movimento maior, hoje chamado de "contracultura".
As obras mais conhecidas da Geração beat na literatura são Howl (1956) de Allen Ginsberg, Naked Lunch (1959) de William S. Burroughs e On the Road (1957) de Jack Kerouac. Tanto Howl quanto Naked lunch foram o foco da prova de obscenidade que ajudaram a libertar o que poderia ser publicado nos Estados Unidos. Seus principais autores eram publicados pela City Lights Books, editora de San Francisco, pertencente ao poeta beat Lawrence Ferllinghetti.
On the Road transformou o amigo de Kerouac, Neal Cassady, em um herói dos jovens. Os membros da Geração beat rapidamente desenvolveram uma reputação como os novos boêmios hedonistas que celebravam a não-conformidade e a criatividade espontânea. É interessante observar que a geração beat representou a única voz nos EUA a levantar-se contra o macartismo, política de intolerância que promoveu a chamada "caça às bruxas", resultando em um período de intensa patrulha anticomunista, perseguição política e desrespeito aos direitos civis nos Estados Unidos, o qual durou do fim da década de 1940 até meados da década de 1950. Vale observar que muitos dos chamados "beats" eram comunistas ou de esquerda, sendo, no geral, de tendência anarquista, se os analisarmos de um ponto de vista político. Ainda assim, nunca foram aceitos como verdadeiros esquerdistas pelos comunistas ortodoxos, como Fidel Castro, por exemplo. Formalmente, a poesia beat de Ginsberg, Gregory Corso e Lawrence Ferllinghetti se aproxima bastante da poesia surrealista, bem como ocorre com a prosa um tanto caótica de Burroughs. Já a prosa de "On the road", de Kerouac, é simples e espontânea, politicamente corajosa, mostrando que muitos poderiam demonstrar sua inconformidade e expressar seu próprio eu sem serem propriamente eruditos através da arte, e que o "kitsch" pode elevar-se ao sublime.
O adjetivo beat, do inglês, tinha as conotações de "cansado" ou "baixo e fora", mas quando usado por Kerouac esse também incluía as paradoxais conotações de "upbeat", "beatific", e a associação musical de ser "na batida".
Os escritores Beat davam enfâse a um engajamento visceral em experiências com as palavras combinadas com a busca a um entendimento espiritual mais profundo, e muitos deles desenvolveram interesse no Budismo). Como o poeta francês Rimbaud, acreditaram que poderiam alcançar um "grau maior de elevação da consciência" através do desregramento dos sentidos, e por isso não dispensavam o uso das drogas, em seus primórdios. Ecos da Geração beat podem ser vistas em muitas outras subculturas além da cultura hippie,como na dos punks, etc.

GERAÇÃO BEAT NO BRASIL

A vida como obra de arte

Por: Pedro Kalil


Tradução de "On the road", de Kerouac, em 1984, abriu as portas à literatura beat no Brasil.

A geração beat demorou quase 30 anos para chegar ao Brasil. A primeira edição de On the road, que Jack Kerouac havia publicado em setembro de 1957 nos Estados Unidos, só saiu aqui em 1984. Seu tradutor, Eduardo Bueno, hoje mais conhecido. Pela autoria da série da Objetiva sobre a história do Brasil, lembra exatamente o dia: 4 de fevereiro de 1984. Editado pela Brasiliense, o livro permaneceu 22 semanas em 2º lugar da lista dos mais vendidos da revista Veja, só perdendo para O nome da rosa, de Umberto Eco.
Até chegar a vender mais de 100 mil exemplares, On the road - Pé na estrada foi recusado por uma dezena de editoras. "No verão de 1975, o li em espanhol (com o título de En el camino) pela primeira vez. A tradução era de 1959 e se alguém quisesse lê-lo em português, teria que recorrer ao lusitano, que se chamava Pela estrada afora e tinha frases como 'Fui-me de boléia ao Orégão num carro descapotável'", conta Bueno.

Obsecado pelo universo de Kerouac, Bueno, em 1977, decidiu refazer a viagem de Sal Paradise e Dean Moriarty. Ele cruzou os Estados Unidos como os personagens de On the road, mas foi além. Perambulou durante um ano e meio pelo mundo, saindo da Argentina, chegando à Europa, de lá ao Oriente, daí aos Estados Unidos e chegando ao Brasil depois de percorrer a América Latina. Me convenci de que a minha tarefa devocional seria traduzi-lo para o português. Quando chagava nas editoras oferecendo, me diziam que o livro já era, tinha quase 30 anos e que maconheiro não lia."

Convenceu a Brasiliense a fazê-lo, assim como a chamar Antônio Bivar para fazer a revisão, já que ele tinha 21 anos e havia traduzido a obra por conta própria. Pouco depois, Bueno se desentendeu com a editora. De volta a Porto Alegre, foi procurar a gaúcha L&PM (uma das que haviam recusado a bíblia beat). Contratado como editor, acabou criando a coleção Alma beat, que publicou, em 12 volumes, livros de Allen Ginsberg, Lawrence Ferlinghetti, William Burroughs, Gary Snyder. Bueno também coordenou a coletânea de ensaios - com textos de Roberto Muggiatti, Bivar, Cláudio Willer e Pepe Escobar, entre outros - que levava o nome da coleção.

Tudo isso em meados dos anos 80. "Foi uma explosão. No início, a imprensa tratou muito bem; depois os mesmos veículos passaram a tratar muito mal, dizendo que era uma sub-literatura, coisa de maconheiro. Até o Paulo Leminski falou mal dos beats, num artigo que dizia para parar de gastar papel com porcaria", afirma Bueno.

Passada a febre, On the road foi reeditado pela Ediouro quando completou 40 anos. Bueno foi chamado para retraduzi-lo mas, envolvido com a série sobre o descobrimento do Brasil, admite tê-lo feito "nas coxas". Somente no ano passado, pela L&PM Pocket, reviu todo o trabalho "linha por linha", fazendo inclusive uma apresentação e um posfácio, onde conta o que passou graças a On the road. Também em versão de bolso podem ser encontrados, pela mesma editora, obras como Livro dos sonhos e Os vagabundos iluminados, de Kerouac, O primeiro terço, de Neal Cassidy e Uivo, de Ginsberg. Outra edição recente é a de Junky, de Burroughts, que faz parte da coleção Intoxicações, da Ediouro.

Geração Beat - Por João Eduardo Colosalle



Radiorreportagem sobre a Geração Beat, feita para o radiojornal Jovem PUC Especial, parte da disciplina de Radiojornalismo B.
Trilha:
"K.C. Blues" - Charlie Parker
"Back Home Blues" - Charlie Parker
"Corrina, Corrina" - Bob Dylan

Narração e produção: João Eduardo Colosalle
Edição de áudio: Bruno Marques
Orientação: Prof. Cyntia Andretta
Faculdade de Jornalismo
PUC-Campinas

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